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    Home » MENDIGOS DE QUATRO PATAS
    A Crônica da Semana

    MENDIGOS DE QUATRO PATAS

    Pedro Paulo PaulinoPor Pedro Paulo Paulino05/07/2024Nenhum comentário4 minutos de leitura
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    Ilustração/Reprodução Internet

    Faz poucos dias ainda, o drama de um cachorro de rua chamou-me a atenção. Ferido em um braço, o animal abandonado permaneceu caído à beira da estrada, ficou ao relento uma noite inteira de chuva e, pela manhã, foi visto por uma senhora que passava no local. Comovida com o estado lastimável do cão, a primeira coisa que ela fez foi chorar copiosamente. E a segunda coisa foi tomar alguma providência. Como se vê, tratava-se de uma dessas almas raras que se compadecem da dor alheia. Pediu ajuda a outras pessoas, colocou o cachorro no carro, e mesmo interrompendo a viagem, regressou à cidade de Canindé em busca de assistência.

    Após os procedimentos, veio a recomendação de levarem-no a Fortaleza para uma cirurgia não realizada por aqui. A mulher caridosa, entretanto, tinha suas ocupações e justificou que até ali fizera o que estava ao seu alcance. Trouxe o cachorro de volta ao local de origem, pediu que olhassem por ele e seguiu viagem. Foi quando tomei conhecimento do fato.

    Já providenciava recolher o animal, quando, por extrema coincidência, recebo a visita de um casal, amigos de longo tempo e que há muito não nos víamos. Participei-lhes o caso. Condoídos também, eles foram ver de perto o pobre cão, contataram os voluntários de uma entidade protetora dos animais, contaram-lhes todo o drama, e a equipe entrou em ação.

    O cachorro foi encaminhado a uma clínica especializada na Capital. “É preciso leva-lo de volta, para tomar antibióticos, até que esteja pronto para a cirurgia”, foi o que lá ouviram. Nessa via-crúcis, o animal passou então para as mãos de um veterinário em Canindé, que abnegadamente está tratando dele em casa. Passa melhor e deverá em breve ter o braço operado.

    Bem, mas essa é somente uma história no meio de um sem-número de situações semelhantes, de animais sem dono, e outros, doentes, morrendo à míngua. Conforme dados, o índice de abandono de cães e gatos no Brasil chega à casa dos mais de cem milhões. Uma pequena população vive em abrigos, enquanto alguns, porventura, encontram tutores ou quem os adote.

    De tal modo que é fácil vê-los em todas as cidades, povoações, nas ruas, praças, becos, sarjetas, mercados públicos, ao redor de restaurantes e lanchonetes, feito almas penadas, sem voz para contar suas agruras e sofrimentos. Se não falam, o próprio estado físico revela os dias e mais dias de abandono e solidão, de fome e sede, de calor e frio, de desamparo e infortúnio completo. O olhar suplicante de cada um desses mendigos de quatro patas vale pela voz que lhes falta. No seu olhar triste – nota-se claramente – eles nos pedem um gesto de caridade, pois foram domesticados há não sei quantos séculos pelo homem e perderam a capacidade de viver de outro modo.

    Ainda assim, diante do caos não faltam as más línguas para alegar que a atenção aos animais vai de encontro à falta de cuidados com pessoas também vítimas da miséria. Isto, porém, não vem ao caso, uma vez que, sabe-se, há um aparato público portentoso nas mãos dos governantes, que alardeiam aos quatro cantos projetos e verbas destinados à saúde, educação e assistência social, principalmente em ano de cata de votos. Enquanto isso, os animais sem dono vegetam à deveria de políticas públicas que os amparem. Porque, também entre os bichos, há aqueles que nascem fadados ao sofrimento por toda a vida, verdade triste e tão antiga quanto o Livro dos Provérbios, que de longe nos diz: “O justo atenta para a vida dos animais, mas o coração dos perversos é cruel”.

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    Pedro Paulo Paulino
    • Local na rede Internet

    Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.

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