O Banco Bradesco aprovou o pagamento de R$ 3,9 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP) complementares, reforçando a remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2025. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração em reunião realizada nesta quinta-feira (18) e comunicada ao mercado por meio de fato relevante.
O valor aprovado corresponde a R$ 0,351190748 por ação ordinária e R$ 0,386309823 por ação preferencial. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária registrada em 29 de dezembro de 2025, data-base para o recebimento. A partir de 30 de dezembro, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-JCP”. O pagamento será efetuado até 31 de julho de 2026.
Após a retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte — aplicada às pessoas físicas e investidores sujeitos à tributação — o valor líquido será de R$ 0,298512136 por ação ordinária e R$ 0,328363349 por ação preferencial. Acionistas pessoas jurídicas isentas ou dispensadas da retenção receberão os valores brutos declarados.
Com a nova deliberação, o Bradesco amplia de forma significativa o montante total de proventos distribuídos em 2025. Considerando os juros mensais, os JCP intermediários declarados ao longo do ano e os complementares agora aprovados, o total destinado aos acionistas soma R$ 14,499 bilhões. Desse montante, mais de R$ 10 bilhões ainda estão programados para pagamento até julho de 2026.
Segundo o banco, os JCP complementares aprovados representam aproximadamente 20,4 vezes o valor líquido dos juros mensais pagos regularmente ao longo do ano. Conforme previsto no estatuto social, esses valores serão computados no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício, reforçando o compromisso da instituição com uma política consistente de remuneração aos acionistas.
Do ponto de vista do investidor, a decisão sinaliza continuidade na estratégia do Bradesco de utilizar o JCP como instrumento relevante de retorno de capital, mesmo em um ambiente de discussão regulatória e tributária sobre esse tipo de provento. O volume distribuído em 2025 reforça o posicionamento do banco entre as companhias listadas com maior geração de caixa destinada aos acionistas no mercado brasileiro.
