A Usiminas (B3: USIM3, USIM5 e USIM6) registrou lucro líquido de R$ 428,2 milhões no segundo trimestre de 2026, resultado 236% superior ao apurado no mesmo período do ano passado, mas 52% inferior ao do primeiro trimestre deste ano. O EBITDA ajustado consolidado somou R$ 761,3 milhões, alta de 86% na comparação anual e de 17% frente ao trimestre anterior.
A receita líquida atingiu R$ 6,13 bilhões, crescimento de 4% em relação ao primeiro trimestre, mas queda de 7% na comparação com o segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada avançou para 12,4%, ante 6,2% um ano antes e 11,1% no trimestre anterior.
Segundo a companhia, a melhora operacional refletiu ganhos de eficiência, disciplina financeira e evolução da rentabilidade da operação siderúrgica. O resultado líquido, por outro lado, foi inferior ao do trimestre anterior em razão da ausência de créditos tributários diferidos reconhecidos no primeiro trimestre e da piora do resultado financeiro, parcialmente compensados pelo maior desempenho operacional.
Na operação de Siderurgia, as vendas de aço totalizaram 989 mil toneladas, queda de 2% frente ao primeiro trimestre e de 8% na comparação anual. Apesar do menor volume, a receita líquida por tonelada aumentou 5% sobre o trimestre anterior, impulsionada por melhores preços e mix de produtos. O EBITDA ajustado da unidade alcançou R$ 688 milhões, avanço de 26% na comparação trimestral, com margem de 13%.
Na Mineração, as vendas de minério de ferro cresceram 27% em relação ao primeiro trimestre, para 2,47 milhões de toneladas, em linha com o volume registrado um ano antes. A receita da unidade foi beneficiada pelo maior volume embarcado, mas o desempenho foi pressionado pelo aumento dos custos logísticos, especialmente do frete marítimo.
A empresa encerrou junho com caixa e aplicações de R$ 6,82 bilhões, acima da dívida bruta de R$ 6,32 bilhões, resultando em caixa líquido de R$ 499 milhões e alavancagem de -0,22 vez. O fluxo de caixa livre permaneceu positivo em R$ 35 milhões, mesmo com investimentos de R$ 323 milhões no trimestre.
Entre os destaques operacionais, a Usiminas informou a conclusão do projeto de injeção de carvão pulverizado (PCI) no Alto-Forno 3 da Usina de Ipatinga. Segundo a companhia, o projeto aumenta a eficiência operacional, reduz o consumo de insumos e os custos de produção, além de contribuir para a redução da intensidade das emissões.
Para o terceiro trimestre, a empresa projeta estabilidade nos resultados da siderurgia, desconsiderando efeitos extraordinários do período anterior, com expectativa de aumento das vendas de aço no mercado interno e reajustes de preços para clientes industriais. Na mineração, a previsão é de redução do volume de vendas, enquanto os custos logísticos, especialmente os fretes marítimos, devem permanecer elevados. A companhia também voltou a defender a continuidade das medidas de proteção comercial diante do elevado volume de importações de aço e de produtos manufaturados com conteúdo de aço.