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O que há de novo
Autor: Pedro Paulo Paulino
Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.
© Pedro Paulo Paulino Há algum tempo, mais precisamente no começo de maio de 2014, a cidade de Canindé perdeu um personagem dos mais conhecidos de suas ruas. Morreu atropelado, numa manhã de domingo, João Paulo de Sousa Medeiros, o caricato Sargento Jotapê, que contava pouco mais de 30 anos de idade. Se é comprovado que a vocação não escolhe criaturas, a vocação para as armas, em seu voo cego, aterrissou de cheio na cabeça do Jotapê e dali nunca mais bateu asas. Pois se o destino não lhe favoreceu seguir seu ideal segundo a razão, de outro modo ele o…
CanvaEsse domingo, oito de maio, é um domingo especial para muitas pessoas. Comemora-se nessa data o Dia das Mães. Há, porém, nesse dia, sentimentos diferentes entre dois segmentos distintos: o dos que têm sua mamãe e o dos que a perderam. Até o começo deste ano, eu, por exemplo, me incluía na primeira categoria; agora, perfilo-me, amargamente, entre os do segundo segmento. Pois de repente, a morte, em sua sinistra e incansável peregrinação pela terra, bateu à nossa porta e levou a mulher que me deu a vida. E levou-a para sempre.Não há, portanto, em mim, comemoração alguma. Em vez…
© Pedro Paulo PaulinoA cada manhã, ele aparecia pontualmente na calçada, caminhando com a mansidão do homem realizado e feliz. Tal impressão ganhava mais realce quando ele pisava o estreito espaço da venda onde o esperava o café quente. Pois ali, com gestos nobres e simpáticos, voltado para o recinto, cantarolava coisas de outros tempos. A voz até que não era ruim, e o sucesso do dia – jamais repetido – ecoava de praxe um Nelson Gonçalves, um Orlando Silva, um Silvio Caldas, ou uma marchinha de carnaval… nada, a rigor, que não remetesse a qualquer página antiga do cantar…
© Pedro Paulo Paulino Por detrás da muralha do cemitério de Vila Campos, avista-se de longe um pé de pau-branco em plena floração sazonal. Esta é a época do ano em que essa espécie vegetal, típica da caatinga, veste-se com suas flores brancas, como uma cabeça encanecida pelo tempo. Em torno do campo-santo, ninguém o plantou. Nasceu ali espontaneamente, ou mais provavelmente, pelo trabalho de polinização de aves e também do vento, haja vista a proliferação de paus-brancos nas adjacências.Majestoso e altaneiro, o pé de pau-branco enche de vida e alegria o lugar dos mortos, já de si tão triste. Dia…
A Sexta-feira Santa chega, e com ela, regressa à memória uma enxurrada de lembranças de uma época em que este dia era mesmo sagrado. É como agora abrir um álbum de fotografias amareladas pelo tempo, testemunhando costumes que o próprio tempo tratou de dar fim. Falo da Sexta-feira Santa da minha infância, nos idos dos anos setenta e início dos oitenta do século que passou. Era um dia de penitência, puro, imaculado, inocente. Para começar, nas casas sertanejas, tinha-se por hábito, durante toda a semana santa, virar de costas os quadros de imagens sacras pendurados na parede. Esse procedimento era…
© Conhecimento Científico/GoogleCelebra-se, em oito de abril, o Dia Mundial da Astronomia. Observar o céu noturno é um hobby que me acompanha desde a adolescência e, até hoje, ainda sinto um raro prazer em ver as estrelas. Houve mesmo um tempo em que meu interesse pela astronomia despertou-me maior entusiasmo. Em Canindé, entre um grupo de imberbes já deixando o curso secundário, dividíamos horas em comentar assuntos dessa natureza, principalmente influenciados pelo astrônomo e escritor norte-americano Carl Sagan, que na década de 80 virou astro de televisão em grande parte do mundo com seu seriado Cosmos baseado em seu best-seller…
© Robyn Beck/AFPO assunto mais em voga no começo desta semana foi o tapa que o ator Will Smith aplicou na cara do comediante Crhis Rock, durante a cerimônia de entrega do Oscar, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas norte-americana. O assunto bombou nas mídias em todo o mundo e alastrou-se nas redes sociais da internet. Por algum tempo, o fato deve ter alcançado mais visibilidade do que a guerra na Ucrânia, com suas centenas de mortos e feridos.O motivo do tabefe, como se veio a saber, foi uma piada de mau gosto que Crhis Rock, apresentador da cerimônia,…
