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O que há de novo
Autor: Pedro Paulo Paulino
Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.
© Arte/CNE NewsCom esta que você está lendo, caro leitor, alcançamos a marca de 50 crônicas publicadas no Portal de Notícias CNE NEWS. Desde a crônica inaugural da série, publicada em 1º de abril de 2022, até o momento, às vésperas de completar um ano, já contabilizamos dezenas de milhares de acessos de leitores, segundo o demonstrativo de estatísticas gerado automaticamente pelo site.Em parceria com o jornalista Carlos Silva, administrador do Portal CNE, surgiu a ideia de criarmos esta coluna, com o propósito de cada vez mais movimentar o site, competentemente abastecido todos os dias de informações variadas e de…
No comecinho de março, o mês dedicado às mulheres, uma tragédia abalou todo o estado do Ceará e por onde quer que a notícia tenha se espalhado. Na manhã do dia três, cinco dias antes do Dia Internacional da Mulher, a jovem vereadora e presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Yanny Brena, de apenas 26 anos, foi encontrada morta em sua residência, ao lado do corpo de seu namorado (cujo nome prefiro omitir), de apenas 27 anos. O fato, naturalmente, chocou a cidade e toda a região caririense. Passada já uma semana, a investigação policial confirma que foi…
© Biblioteca Nacional/ – Há 215 anos, era lançada A Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso do Brasil.Não faz muito tempo que circulou, em Fortaleza, a última edição impressa de um dos jornais de maior porte da imprensa cearense. No galope dos novos tempos, o informativo viu chegar a hora de abandonar as velhas rotativas e o invento de Guttemberg, para se tornar um veículo informativo exclusivamente digital. A tendência para abandonar a tinta e o papel, aos poucos, é sintomática em diversos outros veículos de comunicação da imprensa escrita.Nesse processo célere de adaptação à comunicação virtual, e…
© Arquivo pessoal/Pedro Paulo PaulinoPor uma dessas coincidências raras, depois de longo tempo voltei a pôr os pés no estabelecimento de ensino onde cursei o Primário. Fui convidado, certa feita, a participar de uma reunião que aconteceu exatamente nas dependências do prédio da antiga e extinta Escola de 1º Grau Monsenhor Tabosa, onde estudou um sem-número de canindeenses da minha época e de épocas anteriores.Embora tenha passado por reformas invasivas na sua estrutura física, ao botar os pés no pórtico do velho e amigo educandário, senti-me como que teletransportado ao passado da minha meninice estudantil. Enquanto não começava a reunião,…
Canva/Carnaval no BrasilEu jamais me arrogarei o título de folião, pois nunca, nem quando estava engrossando o cangote, botei meus pés numa folia de carnaval. Mesmo assim, tenho uma verdadeira empatia pelo período momino. Pois o carnaval inspira-me ideia de retiro, tranquilidade e sossego. É um carnaval invertido, por assim dizer. Afora isso, tenho a inexplicável impressão de pegar livros e ler com mais intensidade durante o carnaval. Para tanto, já fiz minha reserva de leituras para o período.Porém, o que quero mesmo falar é sobre a volta do carnaval, depois da pandemia, quando o mundo inteiro pareceu ter fechado…
Burak Kara/Getty ImageNo começo desta semana o mundo amanheceu chocado com a catástrofe que ceifou milhares de vidas na Turquia e na Síria. A segunda-feira, seis de fevereiro de 2023, entra para história como um daqueles dias fatídicos nas efemérides da humanidade. Cidades inteiras, com seus habitantes, de um minuto para outro foram transformadas em escombros. Um cenário de destruição apocalíptico. Famílias soterradas. Milhares de feridos e desabrigados. Outros milhares desaparecidos. No momento em que escrevo esta crônica, há informação de que na Turquia e na Síria já chegam a vinte mil as mortes causadas pelo terremoto que atingiu violentamente…
© Getty Images/iStockphotoDiante da repugnância e da revolta da sociedade brasileira nos dias de hoje ao ver estampados na mídia os casos bárbaros de prostituição infantil, leia com atenção esse trecho de uma crônica que recolhi:“Não sei que jornal, há algum tempo, noticiou que a polícia ia tomar sob sua proteção as crianças que aí vivem, às dezenas, exploradas por meia dúzia de bandidos. Quando li a notícia, rejubilei. Porque, há longo tempo, desde que comecei a escrever, venho repisando esse assunto, pedindo piedade para essas crianças e cadeia para esses bandidos.As providências anunciadas não vieram. Parece que a piedade…
© Pedro Paulo PaulinoEntre as imagens mais atraentes da natureza, vi uma no meu quintal numa manhã deste ano: a floração do mandacaru. As flores brancas e puras se abriram ao longo dos pés do cacto, à semelhança de girassóis espalmados, acenando para a luz do dia. E logo uma multidão de abelhas e outros insetos rondavam aquelas pétalas voluptuosas, cheias de néctar e beleza. Depois os colibris e outros passarinhos cortejavam alegres as mesmas flores, numa orgia providencial, visto que toda essa fauna é responsável, entre outras coisas, pela proliferação do mandacaru dentro da caatinga.Afora o vento, os insetos…
Carlos Silva/ArquivoOuvir o trovão no mês de janeiro, gemendo na concha acústica celeste, é a melodia mais encantadora e festiva para o sertanejo. São notas musicais promissoras, que a um só tempo evocam também as mais gratas e antigas lembranças.Bastaram as primeiras gotas caídas do céu, recentemente, para a caatinga começar a tingir-se de verde, realçando o poder e a resistência da terra. A flora ressuscita dos longos dias calcinada pela soalheira. Como fênix, a mata desabrocha, trajando a vestimenta cor de esmeralda. De cada planta nativa despontam folhas novas, numa explosão de vida por todo canto. A catingueira desperta…
© Divulgação/Casa da MoedaA imprensa noticiou esta semana um caso, no mínimo, sui-generis em matéria de sorte. Um apostador da cidade de Cajazeiras, na Paraíba, acertou as seis dezenas da loteria que sorteou centenas de milhões de reais na virada do ano. Acertou e perdeu. Unicamente porque a aposta não foi encerrada. A mãe do pequeno Pedro Henrique pediu ao filho, de apenas dez anos, que marcasse seis dezenas no bilhete da Mega-Sena. Pedro marcou 04, 05, 10, 34, 58, 59. Batata! À noite, foram exatamente esses os numerais sorteados. Mas Pedro perdeu, pois a aposta, simplesmente, não foi concluída.…
