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    Home » A capital simbólica e o risco do espetáculo ambiental
    Política

    A capital simbólica e o risco do espetáculo ambiental

    Carlos AugustoPor Carlos Augusto06/11/2025Nenhum comentário2 minutos de leitura
    Foto: Rafa Neddermeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR
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    A decisão do governo federal de transferir simbolicamente a capital do Brasil de Brasília para Belém, entre os dias 11 e 21 de novembro, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), carrega uma intenção clara: destacar a Amazônia no centro da agenda ambiental global. Mas o gesto, embora carregado de simbolismo, esbarra em contradições práticas que fragilizam o discurso do país no cenário internacional.

    Desde sua fundação, Brasília representa o centro político-administrativo do Brasil. A escolha de deslocar temporariamente essa estrutura para Belém pode soar como um reconhecimento da importância estratégica da região amazônica, mas corre o risco de se tornar apenas um ato performático — sobretudo diante dos recentes retrocessos ambientais em curso no país.

    Enquanto se promove o protagonismo amazônico no discurso, o Congresso Nacional avança sobre o Código Florestal, flexibilizando regras e abrindo brechas para o desmatamento legalizado. Ao mesmo tempo, o governo federal autorizou novas licenças para exploração de petróleo a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas, em uma região ecologicamente sensível, contrariando alertas técnicos e mobilizações da sociedade civil.

    Essas decisões expõem um abismo entre o que se fala e o que se faz. A Amazônia segue pressionada por desmatamento, grilagem, queimadas e conflitos fundiários, enquanto comunidades tradicionais convivem com a ausência crônica do Estado. Não é a presença temporária dos Três Poderes em Belém que mudará essa realidade.

    O protagonismo da floresta não se impõe por decreto. Ele precisa ser construído com base em políticas públicas duradouras, fortalecimento da fiscalização, incentivo à bioeconomia e valorização dos povos que vivem na região. A simbologia da capital temporária só terá real valor se vier acompanhada de coerência e compromisso efetivo com a preservação ambiental.

    Belém pode até ser o centro do poder por dez dias, mas sem ações concretas, a transferência da capital será apenas um gesto vazio — uma encenação diante dos olhos do mundo.

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    Carlos Augusto
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    Jornalista e repórter fotográfico, com vasta experiência. Graduando em Comunicação Institucional e Gestão Pública, possui habilidades em comunicação e escrita. Carlos Augusto é acadêmico de Ciências Contábeis, o que acrescenta um olhar analítico e detalhista, combinando de forma única comunicação e economia.

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