Resultado anual perde força frente a 2024; varejo ampliado praticamente estagna no ano
O volume de vendas do comércio varejista avançou 1,6% em 2025, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o setor registrou queda de 0,4% em dezembro frente a novembro, interrompendo o ritmo de expansão observado no mês anterior.
A média móvel trimestral ficou positiva em 0,3% no trimestre encerrado em dezembro. Com o desempenho de novembro, a série com ajuste sazonal havia atingido o maior nível da história, antes da acomodação no último mês do ano.
O crescimento de 2025 ficou abaixo do observado em 2024, quando o varejo havia avançado 4,1%. Ainda assim, o resultado se manteve próximo ao padrão dos últimos anos: 1,7% em 2023, 1,0% em 2022 e 1,4% em 2021.
O avanço anual foi relativamente disseminado, com destaque para artigos farmacêuticos (4,5%), móveis e eletrodomésticos (4,5%) e equipamentos de informática e comunicação (4,1%). O segmento de eletrônicos foi favorecido pela valorização do real frente ao dólar, que reduziu o preço de produtos importados.
No conceito de varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo — houve retração de 1,2% em dezembro ante novembro. No acumulado de 2025, o crescimento foi praticamente nulo, de 0,1%.
A perda de dinamismo no ampliado reflete principalmente a queda de 2,9% nas vendas de veículos e de 2,3% no atacado especializado de alimentos e bebidas, após um 2024 mais forte para esses segmentos.
Na comparação com dezembro de 2024, o varejo cresceu 2,3%, nona alta consecutiva nessa base de comparação. O destaque foi o segmento de informática e comunicação, com avanço de 31,1%.
Regionalmente, 22 das 27 unidades da federação registraram queda nas vendas na passagem de novembro para dezembro. No varejo ampliado, 23 estados apresentaram retração.
O resultado confirma a desaceleração do consumo ao longo do segundo semestre, em um ambiente de crédito mais restritivo e juros elevados, ainda que o setor tenha encerrado o ano em território positivo pelo quinto ano consecutivo.

