Temporada de balanços sustenta o mercado local; dólar recua a R$ 5,22 com fluxo favorável a emergentes
O Ibovespa encerrou a primeira semana de fevereiro em alta, avançando 0,45% nesta sexta-feira (6), aos 182.949,78 pontos. Com o resultado, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 0,87% na semana, em meio ao início da temporada de resultados corporativos e a um ambiente externo levemente mais favorável ao risco.
No pregão, o índice oscilou entre a máxima de 183.262,07 pontos e a mínima de 181.390,73 pontos. O giro financeiro somou R$ 29,9 bilhões, refletindo maior participação de investidores diante da divulgação de balanços relevantes.
O destaque doméstico segue sendo a temporada de resultados. As ações do Itaú Unibanco mantiveram o viés positivo após números considerados sólidos divulgados na véspera, enquanto o balanço do Bradesco frustrou parte do mercado e pressionou os papéis da instituição no pregão. O desempenho misto dos grandes bancos contribuiu para a volatilidade intradiária, mas não impediu o fechamento no campo positivo.
No exterior, as bolsas dos Estados Unidos operaram em alta moderada, tentando se recuperar das perdas recentes. A melhora do sentimento do consumidor deu algum suporte aos índices, embora o movimento tenha sido limitado por preocupações com os elevados investimentos anunciados por grandes empresas de tecnologia, em especial a Amazon, que apresentou um plano de capex acima do esperado pelo mercado.
Entre as maiores altas do Ibovespa na sessão estiveram Direcional (DIRR3), com ganho de 6,90%, Magazine Luiza (MGLU3), que subiu 5,70%, B3 (B3SA3), com alta de 4,80%, Cury (CURY3), avançando 4,65%, e Auren (AURE3), com valorização de 4,11%. Do lado negativo, CSN (CSNA3) caiu 3,94%, Cogna (COGN3) recuou 3,30%, Bradesco PN (BBDC4) perdeu 2,55%, Hapvida (HAPV3) caiu 2,32% e Usiminas (USIM5) teve baixa de 2,20%.
No mercado de câmbio, o real voltou a se valorizar, acompanhando o movimento favorável a moedas de países emergentes. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,22.
Para os próximos pregões, o foco dos investidores deve permanecer nos balanços corporativos, especialmente de empresas de grande peso no índice, além do acompanhamento do cenário externo. A combinação entre resultados domésticos e a sinalização sobre juros globais tende a seguir determinando o ritmo dos ativos brasileiros no curto prazo.

